sábado, 18 de abril de 2009

REFLEXÕES SOBRE OS ARTIGOS E OS FILMES DA DISCIPLINA EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA COMO POLÍTICA PÚBLICA

Educação Profissional no Brasil: Histórico
No Governo de Nilo Peçanha, foi instituído oficialmente a educação profissional brasileira, tinha caráter assistencialista em relação a massa trabalhadora, vista como instrumento de capacitação ou adestramento para atender ao desenvolvimento industrial e ao círculo de urbanização. Esta formação profissional é realizada por escolas dos setores públicos e privados e pelas agências dos Sistemas S, guardando íntima relação com os avanços tecnológicos.
Com o surgimento de novas tecnologias, ocorreram expressivas mudanças no setor produtivo das últimas décadas, com o intuito de preparar gerações para a continuidade dos ofícios.
Na área educacional, as inovações estão em sintonia para dar conta dos desafios ao Ensino Médio e a Educação Profissional.
Politécnica ou Educação Tecnológica: Desafios ao Ensino Médio e a Educação Profissional
Um dos maiores problemas enfrentado pela a educação brasileira, estão os relacionados com o ensino nas escolas do Ensino Médio e nas escolas de formação profissional.
Evidenciando – se assim uma indefinição de qual seria a melhor opção para a nossa realidade.
A Lei nº. 5.692/71 definiu compulsoriamente a formação profissional e única, criando necessidades de grandes adaptações, recolocando a finalidade do 2º grau, como tema de permanentes discussões, buscando recuperar os esforços da comunidade acadêmica em definir as finalidades do Ensino Médio e da Educação Profissional.
Após o confronto das forças sociais envolvidas em tais discussões, a definição da finalidade e dos objetivos do Ensino Médio, tem sido conseguida por consenso. A Lei nº. 5.692/71 estabeleceu uma única finalidade para o 2º grau e, compulsoriamente procurou transformar as escolas do 2º grau em escolas profissionalizantes.
Dentre as atuais iniciativas em discurssão a expansão e democratização das redes estaduais de educação básica devem ser pensadas como políticas públicas, destacando a importância de articulação da educação profissional com o Ensino Médio tendo como a oferta de cursos de educação profissional com organização curricular integrado ao ensino de nível médio.
O Fio da História: A Gênese da Formação Profissional no Brasil
A formação do trabalhador no Brasil foi marcada com o estigma de servidão, por ser essa forma de ensino destinada a elementos das mais baixas categorias sociais como os índios e os escravos. Por essa mentalidade e pelas questões econômicas, trabalhadores livres deixaram de exercer certas profissões.
O trabalho nas casas de Fundição e da Moeda era realizado pelos homens brancos, filhos de empregados da própria casa.
Com a vinda dos operários trazidos de Portugal, iniciam – se centros de aprendizes de ofícios nos Arsenais da Marinha do Brasil.
No Governo de Nilo Peçanha as escolas profissionalizantes tiveram um grande impulso.
Atualmente fala – se bastante sobre formação, qualificação e requalificação profissional, quando nos referimos a questão relacionada ao emprego e do desemprego como uma forma de solução para tal situação.
Ensino Médio é para a vida: Entre o Pretendido, o Dito e o Feito.
Nessa nova perspectiva que o Ensino Médio propõe, um dos pontos principais da reforma é a separação da Educação Profissional do ensino regular, não precisando mais que o aluno faça os dois cursos para receber o diploma.
No momento em que tais mudanças ocorrem, estabelecendo – se algumas condições para o desenvolvimento de um projeto político – pedagógico que identifique a educação para a cidadania e para o trabalho.
O Ensino Médio deverá superar a concepção dual e conteudista que tem caracterizado, em face de sua versão predominantemente propedêutica, para promover mediações significativas entre os jovens e o conhecimento científico, articulando saberes tácitos, experiências e atitudes.
O Diabo que veste Prada

Andréia, uma jovem formada em jornalismo, procurou um emprego para ver nele a oportunidade de conseguir crescer profissionalmente, porém, ao ir trabalhar em uma grande editora de moda, só conseguiu ser assistente pessoal de Miranda, uma grande empresária do mundo da moda.
Ela não encontrou nesse emprego a sua realização pessoal, chegando muitas vezes a deixar de viver sua própria vida, para entregar – se ao trabalho, sendo bastante humilhada por sua chefa, até que um dia resolve dá um basta em tudo e recomeçar, mostrando – nos que é preciso trabalhar, mas também temos que nos realizar pessoalmente.
Ratatoulle
Remy, um ratinho que queria ser um cozinheiro de sucesso, porém por causa de sua situação de vida, como local de moradia, bairro pobre e outros tipos de preconceitos da sociedade em que ele vive seriam impedidos de se realizar profissionalmente, chegando até mesmo a fazer o seu trabalho para alguém se destacar, sem ter o direito de usufruir dessa conquista.
Isso nos mostra que devemos lutar pelos nossos sonhos mesmo que eles nos pareçam impossíveis de se realizar.
O Homem que copiava

André um jovem que trabalhava em uma copiadora ganhando um salário mínimo, nas suas horas de folga, fazia desenhos e os enviava para algumas editoras sem nunca obter respostas.
Apaixona – se por sua vizinha e para conseguir dinheiro para sair com ela, resolve produzir notas falsas e logo depois tem uma idéia de roubar um banco, mas tem uma grande sorte de ganhar na loteria.
O filme retrata a realidade de muitos brasileiros que como André, vive em condições difíceis, precisando que algo aconteça para que possa ir à busca da realização de seus ideais.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

História da Educação Profissional: Do Ensino de Ofícios ao Industrialismo

Nilo Peçanha asssume a presidência do Brasil em 1909 e assina em 23 de Setembro o decreto nº 7566, criando dezenove " Escola de Aprendizes Artifices " destinada ao ensino profissional primário e gratuito, aos "pobres e humildes".
No ano de 1927 o Congresso Nacional sancionou, o projeto "Fidelis Reis", com o oferecimento obrigatório do ensino profissional a todos.
De 1930 à 1937, foi efetivada uma reforma educacional que prevaleceu até 1942, ano da reforma "Capanema", que remodelou todo ensino no país. Onde o ensino profissional passou a ser de nível médio, e o ingresso nas escolas industriais passou a depender de exames de admissão, os cursos foram divididos em dois níveis, correspondentes aos dois ciclos do nosso ensino médio.
O Decreto nº 4.127, de 25 de fevereiro de 1942, transforma as Escolas de Aprendizes em escolas Industriais e Técnicas.Os alunos formados nos cursos técnicos poderiam ingressar no ensino superior em área de equivalente a de sua formação.
Em 1932 veio o manifesto do Pioneiros da Educação Nova, cujos resultados refletiram na Assembléia Nacional Constituinte de 1933. Com a constituição outorgada de 1937, muito do que foi definido em matéria de educação em 1934 foi abandonado. Entretanto, pela primeira vez, uma Constituição trata das "escolas vocacionais e pré - vocacionis", como um dever do Estado com as "classes menos favorecidas" com apoio das industrias e dos sindicatos os quais deveriam "criar classe de escolas de aprendizes destinadas aos filhos de operários ou associados".
No governo Jucelino kubishek(1956- 1961), a educação foi contemplada com 3,4% do total de investimento para a formação de profissionais.
No ano de 1959 as escolas técnicas são transformadas em autarquias, com o nome de Escolas Técnicas Federais. As instituições ganham autonomia didática e de gestão.
A lei federal nº5692/71, torna de maneira compulsória técnico profissional, todo o currículo do segundo grau. O efeito da lei não interferiu diretamente na qualidade de ensino da educação profissional, mais interferiu no sistema público que não conseguiu oferecer ensino de qualidade profissional de acordo com as exigências de desenvolvimento do país.
Em 1978, com a lei nº 7545, três escolas técnicas federais são transformadas em centros federais de educação tecnológica CEFETs. Com objetivo de formar engenheiros de operação e tecnólogos.
Em 1994, a lei nº 8948, dispõe sobre as instituições de Educação Tecnológica, transformando gradativamente as Escolas Técnicas e as Escolas Agrotécnicas Federais em Centros Federais de Educação tecnológicas CEFETs.
A lei 9394/96 considerada como a segunda LDB, que dispõe sobre educação profissional, superando o enfoque assistencialismo e de preconceito social, além disso define o sistema de certificação profissional, que permite o reconhecimento das competenências adquiridas fora do sistema escolar, garantindo ao aluno, oriundo do ensino fundamental, médio e superior ou trabalhador em geral o acesso à educação profissional.
O decreto 2208/1997, regulamenta a educação profissional e cria programa de Expansão da Educação Proficional PROEP.
Em 1999 retoma-se o processo de transformação das Escolas Técnicas Federais em Centros Federais de Educação Tecnológica.
De 1909 à 2002, para melhor configurar a Rede Federal de Educação Tecnológica Brasileira, foram construidas 140 unidades de ensino.
Segundo "Oliveira", (2003), as escolas profissionalizantes de nível técnico representou retrocesso da nova política do ensino profissional, pois tal reforma, foi efetivada de forma autoritária pelo MEC, e expressou a recomposição da dicotomia ensino geral e profissional.
O núcleo central da reforma da educação profissional, traz como um de seus objetivos principais, o fomento a empregabilidade. Entretanto isto não implica dizer que o mercado não saia ganhando com o aumento da qualificação dos trabalhadores.
Em 2005, com a Lei nº11195, ocorre o lançamento da primeira fase do Plano de Expansão da Rede Federal de Educação Tecnológica. Com a construção, da primeira Universidade Tecnológica Federal- Paraná.
O decreto nº5773/2006 dispõe sobre o exercício das funções, de regulamentação, supervisão e avaliação de instituições superior de educação superior e curso de graduação e seqüênciais no sistema federal de ensino. Nesse mesmo ano é instituido com decreto nº5840, o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional de Jovens e Adultos- PROEJA. Ainda no ano de 2006 é lançado Catálago Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia, para disciplinar as denominações dos cursos oferecidos por instituições de ensino público e privado. E vale ressaltar a 1ª Conferência Nacional de Educação Profissional e Tecnológica, marco importante na educação brasileira.
Em 2007, acontece o lançamento da sengunda fase do Plano de Expansão da Rede Federal de Educação e Tecnologia tendo como meta cobrir todas as regiões do Brasil, oferecendo cursos de qualificação de ensino técnico, superior e de pós - graduação. Satisfazendo as necessidades de desenvolvimento local e regional.